Macaé News - 17 de outubro de 2012
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PROJETO MINI-DESPORTO ITINERANTE: UMA IMPORTANTE FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO E LAZER, SENDO UM FORTE VETOR DE INCLUSÃO SOCIAL
A REVOLUÇÃO NA INICIAÇÃO DA PRÁTICA ESPORTIVA
Entramos no ano de 2012 e o desenvolvimento da humanidade em todos os
aspectos é impressionante. A cada geração, a evolução do desenvolvimento
precoce é de fácil visualização. A criançada está aprendendo a navegar na
internet cada vez com mais recursos. Até os complexos problemas das relações
interpessoais estão expostos cada vez mais precocemente através das novelas e
dos big brothers da vida.
Pára tudo!
Exista algo que não mudou. Exatamente na minha área de atuação. Que
vergonha!
Continuamos querendo ensinar a garotada o aprendizado esportivo da mesma
maneira que se fazia há 100 anos atrás.
E o que é pior! A velocidade da vida acelerou e os pais não conseguem
mais acompanhar o processo educacional dos seus filhos e os grandes
engarrafamentos não permitem mais tantos deslocamentos dentro de um mesmo dia.
O crescimento de condomínios fechados com amplas áreas de lazer, de escolas com
espaços polivalentes e de shopping centers sendo construídos a cada esquina,
somados ao fato de que o esporte possui cada vez mais canais exclusivos na tv
paga, incentivam que os pais não enxerguem mais o desporto como uma importante
ferramenta educacional e de lazer, e que possui um forte vetor de inclusão
social.
As turmas de iniciação passaram a ser enxergadas como um mero “jogar
bola”.
Cada modalidade esportiva possui um fator preponderante na sua essência.
Uma prioriza a força, outra a velocidade, outra a habilidade, etc. Uma
desenvolve a sociabilização, outra o individualismo. Uma enfatiza a tomada de
decisões, todas enfatizam a disciplina e a perseverança. Algumas canalizam a
violência, outras provocam enormes descargas de adrenalina. Todas juntas formam
o sistema educacional perfeito.
Por isso é que a iniciação esportiva não pode ter raízes geográficas.
Ela tem que ser itinerante.
A precocidade, já citada, provoca que o início do processo seja cada vez
mais cedo. Os materiais pedagógicos têm que ser adaptados. Nas salas de aula já
existem os tablets. No esporte continuamos a utilizar os mesmos materiais dos
professores dos nossos avôs. Os materiais têm que ser adaptáveis a todas as
idades e alturas. E têm que ser adesivados de forma que sejam atraentes.
O desporto tem que ir aonde houver qualquer reunião de crianças. Pode
ser na escola, na praia, no gramado, no condomínio, no shopping center ou, até
mesmo, na casa das pessoas.
E tem que ter a participação de todo o entorno da criançada.
No Projeto Macaé Mini-Desporto Itinerante, a cada três atividades, uma envolve
todos os pais e amigos da criançada. Batizamos de AMA-Desporto (Associação de
Amigos do Desporto local). São entidades totalmente gratuitas e sem corpo
diretivo. Pode promover peladas interativas, churrascos e outras delícias
gastronômicas, passeios que podem levar grupos para assistir grandes
espetáculos esportivos ou, simplesmente, assistí-los pela TV, mas,
principalmente, divulgar o trabalho que os professores (que necessariamente têm
que estar sendo sempre capacitados) estão desenvolvendo. Um professor esportivo
consegue captar muito mais intimidade dos seus alunos do que um professor que
atue numa sala de aula.
Os primeiros passos do Projeto Macaé Mini-Desporto Itinerante terá enorme repercussão e apoio de toda a classe política. Isso é previsível. Na
próxima coluna, eu fundamento o próximo passo do Projeto.


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