Eu costumo dizer que o Basquete é tão complexo como a Física, a Química ou a Matemática no seu mais alto grau de complexidade. Querer simplificar uma análise de uma partida de Basquetebol chega a ser patético.
Uma partida da Basquete é o somatório dos inúmeros momentos que a compõem. Quando me convidam para dar um curso de basquete eu fico olhando para a pessoa que convidou a espera do complemento do convite. Qual é o sub-tema que você quer que eu aborde?
Essa pergunta é natural.
O texto que escrevi hoje, pela manhã, gerou uma série de e-mails com as mais diferentes interpretações. Isso foi interessante. Gerou polêmica. Que bom que ainda consigo isso.
Houve dirigente que saiu em defesa do NBB. Isso foi desnecessário. Existe o espetáculo e existe o Jogo.
O espetáculo está sendo muito bem conduzido. Jamais colocaria isso em xeque nesse momento. Até porque sou fã de carteirinha do Kouros desde o tempo em que ele era diretor de basquete do Minas TC e eu era vice-presidente da Federação Mineira. Ele sempre foi um dos grandes dirigentes do basquete brasileiro.
Em relação ao jogo eu gostaria de fazer inúmeras restrições sem atacar os técnicos que militam nas equipes principais do basquete brasileiro. Não que eu seja fã de todos eles. Mas eu acho que o grande problema está na base.
Precisamos de grandes técnicos formadores na base urgentemente. Eu tenho um enorme orgulho em ter no meu currículo ser assistente de Edvar Simões, Cláudio Mortari, Emanuel Bonfim, Alberto Bial, Lula Ferreira, Zé Luis, Emerson Tadiello, Pingo, entre outros, e ter convivido com Maria Helena, Heleninha, Hélio Rubens, Miguel Angelo, Marcus Hygino, Paulo Bassul, Mila, Paulo Chupeta, Miguel Palmier, Christiano Medeiros, entre tantos outros.
Somente a convivência com grandes técnicos fornece valores corretos para os técnicos da base. Eles têm que fazer imersão em categorias superiores. Eles têm que perguntar tudo e aprender sem perguntar. Eles têm que cativar os principais atletas da categoria adulta para ensinar fundamentos aos seus atletas nas horas vagas. E sentar numa cadeira e aprender.
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