sábado, 15 de dezembro de 2012

Uma nova visão sobre o Grego

Durante a Campanha Eleitoral da Patrícia Amorim tive um encontro que jamais vou esquecer.
Era uma manhã ensolarada de um sábado, na sede do Flamengo, na Gávea, e a política fervia entre as várias chapas coloridas que representavam os diversos candidatos à presidência do Flamengo. Eu estava trabalhando, com a energia de sempre, tentando eleger minha amiga Patrícia Amorim, quando vi o Grego, ex-presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), vindo nos cumprimentar. Tentei fingir que não tinha visto, mas não teve jeito. Ele veio na minha direção e me falou que eu deveria falar com ele. Fiquei sem graça. Afinal de contas, me julgo uma pessoa educada.

Achei que era a hora de esclarecer algo que me incomodava há muito tempo. Falei para ele: "Grego, eu só tenho um inimigo nessa vida: você". Ele me respondeu que sabia disso mas que não sabia o porque.
"Eu tenho total consciência que fui eu que atirei primeiro. Fui eu quem começou com as agressões e com as acusações", assumi sem nenhum receio, mas não tive alternativa.

"Vivíamos um período muito difícil e a guerra política
 entre as principais estrelas do basquete brasileiro e a CBB era visível.
Eu apoiava o Oscar Schmidt,
que militava no Rio de Janeiro
e era meu amigo pessoal"

"Eu nasci neto de senador e tenho total preparo para o embate político. Mas o que aconteceu, naquela época, transcendeu qualquer limite político. Eu sei que carregava a culpa de tudo que acontecia no basquete do Rio. Como se eu fosse o presidente. A FBERJ era presidida pelo Pedro Arantes, aposentado da Petrobrás Internacional, e só pelo fato dele não ser muito visto em jogos de basquete e eu ser visto em todos, tudo era culpa minha. Mas era ele quem comandava a federação. Até porque ele ia lá todos os dias".

"O Hélio Barbosa foi candidato à presidência da CBB
 pela oposição e o Pedro Arantes resolveu apoiá-lo"

"Quando esquentou o racha político entre a CBB e a FBERJ, o Manteiga, com seu braço direito, passaram a viajar pelo Brasil disseminando que eu tinha tido problemas pessoais em Uberlândia com algumas meninas quando tinha trabalhado lá". Isso foi nojento. Isso ultrapassou a política. Todos sabem que eu tenho sangue quente. Tive pequenas brigas em todos os lugares por onde passei. Pequenas, sim. Não duram 30 minutos. Discussões bobas que eu me arrependo logo em seguida. Mas sempre tem gente que não me desculpa. Pode ter gente em Uberlândia que, para alegrar o Manteiga, insinue alguma coisa. Mas tudo isso é ridículo. O mundo hoje é on-line. Existe rede social. Existe facebook. Não existem mais boatos infundados. O mundo hoje é globalizado. Eu detonei quem quis me destruir e virei inimigo sim.

Ataquei o Grego, o Manteiga e os demais até não poder mais.

Pedro Arantes assume a presidência da CBB

Presidente da Federação do Rio será o interventor após a saída de Grego


Fonte: GLOBOESPORTE.COM 
Veja a foto ampliadaJorge William/O GloboGrego está afastado do comando da CBB
RIO DE JANEIRO - A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) tem um novo presidente. Às 15h30m desta quarta-feira, Pedro Arantes, presidente da Federação de Basquetebol do Rio de Janeiro (FBERJ), assumiu como interventor, em cumprimento da ordem judicial prolatada pela Juíza da 25ª Vara Civil da Comarca do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Daniela Ferro Affonso Rodrigues Alves.
A juíza determinara na última sexta-feira o afastamento do presidenteda CBB, Gerasime Bozikis, e de toda a diretoria da entidade, por causa de uma ação movida pelas federações do Rio, Paraná e Espírito Santo.
As três federações acusam a diretoria da CBB de fazer uma gestão temerária da entidade, provocando grave prejuízo financeiro. Entre as supostas irregularidades apontadas estão o descumprimento de ordens judiciais que incluem multas diárias e a falta de pagamento de dívidas e de tributos.
Outras 21 federações divulgaram manifesto contra a destituição da diretoria da CBB.
Sou acusado, até hoje, de ter sido o mentor dessa intervenção. Como assim? O advogado foi o Panhoca, que era advogado do Oscar Schmidt e eu não falo com ele. Quem assinou a petição foi o Pedro Arantes, sem eu saber.
Mas o Grego me deu razão. E me disse que não sabia de nada disso. Me disse que, se o Manteiga fez isso, foi sem ele saber. Eu acreditei. Então, eu errei muito. Porque o Grego ama o basquete. Eu nunca neguei isso.

Conversei mais de duas horas com o Grego e o achei muito maduro e bem intencionado.

Não vou me posicionar, mas pode ser a hora certa para ele aplicar tudo que ele aprendeu até hoje.





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