Quando eu alcancei 10 anos de profissão comecei a ficar desconfiado de que esses percentuais estavam errados. Na verdade eram 40% físicos e 60% emocionais.
Quando atingi 20 anos de carreira, minha visão clareou. 30% físico e 70% emocional estava mais perto da realidade.
Por volta de 2006 (verdade, dirigi minha primeira equipe em 1976!!!) tive a convicção de que o basquete é 80% emocional e 20% físico.
Em 2011, totalmente afastado das quadras, fui convidado para ser técnico de Cabo Frio nos Jogos Abertos Brasileiros. Convidei o Rodrigo Kanbach para dividir essa tarefa comigo. Ele é um jovem muito estudioso e altamente atualizado. Convidamos alguns atletas que não estavam sendo aproveitados no mercado brasileiro. Um deles era o armador Gegê, do Flamengo, que chegou dizendo que não gostava de ir para a cesta. Ele falava que seu estilo era dar assistências.
Eu resolvi me divertir. Falei para todo mundo que não era mais técnico de basquete. Eu só falava assim:
"Se eu fosse técnico de basquete, eu falaria para você fazer isso, como não sou, você pode fazer do jeito que você quiser!". Por exemplo:
"Gegê, eu não sou mais técnico de basquete, se eu fosse falaria para você que se todo souber que você vai bater para dentro para dar assistência, você não vai conseguir dar nenhuma e não vai marcar nenhum ponto. Seu arremesso é muito bom e nosso time precisa dos seus pontos, mas como eu não sou mais técnico, pode continuar a dar assistências!"
Ele foi o cestinha das vitórias contra o Joinville, do Alberto Bial, e da final, contra a equipe de Minas Gerais, que era composta por atletas do Minas TC e de Uberlândia.
Eu me diverti muito e fomos campeões.
Será que eu vou acabar descobrindo que o basquete é 100% emocional?
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| Kroll e Fábio Costa, presidente da LBCF, na conquista dos JABs 2011 |
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| Gegê foi o atleta que mais evoluiu na competição |
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| Cabo Frio campeão brasileiro |
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| Rodrigo Kanbach e Guilherme Kroll |
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| Final na AA Caldense |





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