segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A volta dos que não foram

Eu tenho uma vida dedicada, integralmente, ao basquete.

Joguei no Botafogo F.R. e sou Emérito (laureado) no clube.

Trabalhei 10 anos como técnico do C.R. Flamengo e tenho a honra de estar na Calçada da Fama como 'Grande Mestre' na entrada do clube.

Fui técnico da Seleção Brasileira de Base por 4 anos numa época de glórias do basquete brasileiro.

Trabalhei 10 anos nos grandes clubes de São Paulo. 5 anos em Minas Gerais. Representei Rio, São Paulo e Minas Gerais em inúmeras competições nacionais.

Fui superintendente-técnico da Federação do Rio por 8 anos, na melhor época do basquete do nosso estado.

Foi quando surgiu uma inimizade pessoal com o então presidente da CBB, Grego, e me afastei da modalidade, indo militar no futebol profissional.

Ajudamos a desenvolver o Macaé Esporte, subimos para a elite do futebol do RJ e ascendemos para a Série C do Brasileirão. Migrei para o marketing político e assessorei várias campanhas políticas, sempre ligadas ao esporte.

Recentemente, tive uma longa conversa com o Grego, e percebi que errei muito em relação à ele.

Isso contribuiu, e muito, para que reacendesse, dentro de mim, a chama que nunca se apagou.

Entre as minhas formações, sou formado em Educação Física pela UERJ e pós-graduado em Especialização em Técnico em Basquetebol pela Universidade de São Paulo (USP).

Sinto desejo de voltar a militar no basquetebol. O grande problema é o atual quadro que tenho assistido. O basquete que aprendi é um pouco diferente.

O Basquete que é o melhor esporte do mundo (não o mais praticado, porque as regras não são simplificadas, nem os gestos, naturais) é um Grande Jogo.

Um jogo de dominação. Um jogo de equilíbrio (físico e psicológico). Um jogo de tomadas de decisão. Um jogo para pessoas fortes. Um jogo de personalidade. Um jogo aonde tem que haver vencedores.

Eu acredito que os brasileiros, a partir de um determinado momento, perderam o valor do jogo.

Perderam os valores básicos desse jogo. Reina a hipocrisia. Os grandes pensadores foram afastados ou aposentados. Os grandes técnicos se aposentaram. Não existem mais modelos. Imperam as pranchetas. Faltam atitudes. Principalmente na base...


"Após uma longa conversa, me convenci que errei muito em relação ao Grego,
 mas acho que já paguei um preço caro por causa disso"

sábado, 15 de dezembro de 2012

Uma nova visão sobre o Grego

Durante a Campanha Eleitoral da Patrícia Amorim tive um encontro que jamais vou esquecer.
Era uma manhã ensolarada de um sábado, na sede do Flamengo, na Gávea, e a política fervia entre as várias chapas coloridas que representavam os diversos candidatos à presidência do Flamengo. Eu estava trabalhando, com a energia de sempre, tentando eleger minha amiga Patrícia Amorim, quando vi o Grego, ex-presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), vindo nos cumprimentar. Tentei fingir que não tinha visto, mas não teve jeito. Ele veio na minha direção e me falou que eu deveria falar com ele. Fiquei sem graça. Afinal de contas, me julgo uma pessoa educada.

Achei que era a hora de esclarecer algo que me incomodava há muito tempo. Falei para ele: "Grego, eu só tenho um inimigo nessa vida: você". Ele me respondeu que sabia disso mas que não sabia o porque.
"Eu tenho total consciência que fui eu que atirei primeiro. Fui eu quem começou com as agressões e com as acusações", assumi sem nenhum receio, mas não tive alternativa.

"Vivíamos um período muito difícil e a guerra política
 entre as principais estrelas do basquete brasileiro e a CBB era visível.
Eu apoiava o Oscar Schmidt,
que militava no Rio de Janeiro
e era meu amigo pessoal"

"Eu nasci neto de senador e tenho total preparo para o embate político. Mas o que aconteceu, naquela época, transcendeu qualquer limite político. Eu sei que carregava a culpa de tudo que acontecia no basquete do Rio. Como se eu fosse o presidente. A FBERJ era presidida pelo Pedro Arantes, aposentado da Petrobrás Internacional, e só pelo fato dele não ser muito visto em jogos de basquete e eu ser visto em todos, tudo era culpa minha. Mas era ele quem comandava a federação. Até porque ele ia lá todos os dias".

"O Hélio Barbosa foi candidato à presidência da CBB
 pela oposição e o Pedro Arantes resolveu apoiá-lo"

"Quando esquentou o racha político entre a CBB e a FBERJ, o Manteiga, com seu braço direito, passaram a viajar pelo Brasil disseminando que eu tinha tido problemas pessoais em Uberlândia com algumas meninas quando tinha trabalhado lá". Isso foi nojento. Isso ultrapassou a política. Todos sabem que eu tenho sangue quente. Tive pequenas brigas em todos os lugares por onde passei. Pequenas, sim. Não duram 30 minutos. Discussões bobas que eu me arrependo logo em seguida. Mas sempre tem gente que não me desculpa. Pode ter gente em Uberlândia que, para alegrar o Manteiga, insinue alguma coisa. Mas tudo isso é ridículo. O mundo hoje é on-line. Existe rede social. Existe facebook. Não existem mais boatos infundados. O mundo hoje é globalizado. Eu detonei quem quis me destruir e virei inimigo sim.

Ataquei o Grego, o Manteiga e os demais até não poder mais.

Pedro Arantes assume a presidência da CBB

Presidente da Federação do Rio será o interventor após a saída de Grego


Fonte: GLOBOESPORTE.COM 
Veja a foto ampliadaJorge William/O GloboGrego está afastado do comando da CBB
RIO DE JANEIRO - A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) tem um novo presidente. Às 15h30m desta quarta-feira, Pedro Arantes, presidente da Federação de Basquetebol do Rio de Janeiro (FBERJ), assumiu como interventor, em cumprimento da ordem judicial prolatada pela Juíza da 25ª Vara Civil da Comarca do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Daniela Ferro Affonso Rodrigues Alves.
A juíza determinara na última sexta-feira o afastamento do presidenteda CBB, Gerasime Bozikis, e de toda a diretoria da entidade, por causa de uma ação movida pelas federações do Rio, Paraná e Espírito Santo.
As três federações acusam a diretoria da CBB de fazer uma gestão temerária da entidade, provocando grave prejuízo financeiro. Entre as supostas irregularidades apontadas estão o descumprimento de ordens judiciais que incluem multas diárias e a falta de pagamento de dívidas e de tributos.
Outras 21 federações divulgaram manifesto contra a destituição da diretoria da CBB.
Sou acusado, até hoje, de ter sido o mentor dessa intervenção. Como assim? O advogado foi o Panhoca, que era advogado do Oscar Schmidt e eu não falo com ele. Quem assinou a petição foi o Pedro Arantes, sem eu saber.
Mas o Grego me deu razão. E me disse que não sabia de nada disso. Me disse que, se o Manteiga fez isso, foi sem ele saber. Eu acreditei. Então, eu errei muito. Porque o Grego ama o basquete. Eu nunca neguei isso.

Conversei mais de duas horas com o Grego e o achei muito maduro e bem intencionado.

Não vou me posicionar, mas pode ser a hora certa para ele aplicar tudo que ele aprendeu até hoje.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Anti-Demonização da Patrícia Amorim (parte 1)

Capitão Léo é Presidente do Conselho Fiscal desde a Gestão Márcio Braga.
 Foi  convidado por Patrícia Amorim para trabalhar
 na sua política de vereadora do Rio de Janeiro

Uma vez ultrapassado o pleito eleitoral, com a vitória da Chapa Azul, que conseguiu uma catarse entre as mais diferentes forças da natureza, fica uma enorme esperança de novos tempos para o Clube Mais Querido do Mundo.
Podemos resumir a eleição do Flamengo da seguinte forma:

Patrícia Amorim x Todos os ex-presidentes do Flamengo

O marketing político da oposição utilizou as fatalidades do futebol profissional para disseminar nas redes sociais um verdadeiro processo de 'demonização' da imagem da presidente Patrícia Amorim.

Eu estou há 5 anos residindo em Macaé, ajudando a construir a imagem do Macaé Esporte, mas conheço a capacidade e a índole da minha amiga Patrícia Amorim. No último mês antes da eleição, vim para o Rio para colaborar em sua campanha e me assustei com o seu abandono em relação aos 'cardeais' rubro-negros. Fui tentar descobrir o porque disso tudo.

A primeira grande justificativa dada foi o caráter da sua assessoria. Na verdade, ninguém consegue atacar, pessoalmente, a Patrícia. Todos preferem atacar seus generais.

Vou começar pelo 'Capitão Léo'. Eu gosto muito dele. Não o conheço profundamente mas sei que tem origem na Torcida Jovem do Flamengo. Não pode ser estigmatizado por isso. Não tenho conhecimento de nada que desabone a sua vida pessoal e pública. É flamenguista apaixonado e um grande articulador. Tenho um grande prazer em desfrutar da sua companhia. Sabe muito sobre o que acontece dentro do Flamengo.
O que eu não entendo é que acusam a Patrícia de ter 'colocado o Capitão Léo para proteger as suas contas'. Isso não pode ser verdade. O Capitão Léo é presidente eleito do Conselho Fiscal desde a Gestão Márcio Braga e foi ferrenho opositor do projeto que transformava a Gávea num shopping-center.

O fato da mídia ter 'denunciado' que o Capitão Léo era lotado no gabinete de vereadora da Patrícia Amorim pode ter várias interpretações. A minha, que conheço de política, é que a Patrícia sempre quis ter um cabo eleitoral de vereador do calibre do Capitão Léo. Vale lembrar que não é ele que aprova contas. O Conselho tem membros de todos os partidos. Ele é só o presidente eleito.


Segundo Gol de Placa da nova administração do Flamengo

Felipe Ximenes com Guilherme Kroll
 na fundação da
 Associação Brasileira dos Executivos de Futebol
 (ABEX)

A edição de O Lance! de hoje (5 de dezembro) publicou que o nome do executivo de futebol do Coritiba FC, Felipe Ximenes, encabeça a lista para assumir o Flamengo na nova administração que foi eleita na segunda-feira passada.
Independente disso vir a se concretizar, pelo fato do Ximenes ser o grande responsável pelo enorme sucesso do projeto do clube paranaense, que recentemente repatriou o craque Alex, só o reconhecimento do nome dele já foi um gol de placa.
Tive a oportunidade de conviver profissionalmente com ele na fundação da Associação Brasileira dos Executivos de Futebol (na época eu era gerente de futebol do Macaé Esporte) e afirmo que o Ximenes, ao lado do Rodrigo Caetano, possui um diferencial dentro dessa profissão.

O Primeiro Gol de Placa da Nova Administração do Flamengo

Assim que terminou o horário eleitoral, antes de começar a apuração dos votos, o meu grande amigo e ídolo Radamés Lattari, um dos expoentes da Chapa Azul, veio na minha direção e colou no meu peito, ao lado dos adesivos da Patrícia Amorim, o adesivo acima. Eu tomei um susto porque o formato era igual ao da propaganda oficial ao da chapa azul. Quando eu li o que estava escrito, me emocionei profundamente.
Muitos membros da chapa amarela e da chapa rosa não queriam receber esse adesivo.
Eu comecei a colar no peito deles!!!
Foi lindo!
Foi uma iniciativa genial do marketing da chapa azul e uma demonstração de grandeza e de elegância.
Foi a demonstração de que o Flamengo será digno da captação de grandes patrocinadores, que estarão ávidos para aliar suas marcas numa nação que combinará popularidade com atitude.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

João Henrique Areias - O Mestre dos Mestres na Eleição do Flamengo

Considero o João Henrique Areias o
Grande Mestre do Marketing Esportivo do Brasil
 e me orgulho em ser seu discípulo há muitos anos

Ultrapassado o processo eleitoral no Flamengo com a vitória do grupo que teve como responsável pela parte 'operacional' o João Henrique Areias, posso começar a emitir as minhas opiniões pessoais sem nenhum receio de interferir na ética da escolha do voto (como fez o Renato Maurício Prado).

Considero o Areias o Mestre dos Mestres do marketing esportivo no Brasil. Falo isso desde os tempos em que eu comandava a Federação de Basquete do Rio de Janeiro e tinha consciência de tudo o que o Areias tinha conquistado para o basquete brasileiro.

Já faz alguns anos que o Areias descobriu as redes sociais. Ele montou um 'exército' de jovens cibernéticos. Comunidades com mais de 120.000 seguidores. Ele mesmo declarou que nessa eleição seu grupo teve mais seguidores do que o Serra na campanha em São Paulo. Sabe quantos a Patrícia Amorim tinha do outro lado elaborando o que escrever? Eu sozinho!

O Areias sempre esteve à frente do seu tempo.

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Carta Aberta aos Sócios do Flamengo

Não sou membro da diretoria, nem faço parte de nenhum Conselho. Estou ajudando a campanha da Patrícia Amorim por um único motivo:

Todos os funcionários do clube desejam isso!!!

Frequento o Flamengo desde 1973 e vamos analisar os 3 candidatos.

O Eduardo (desculpem eu não lembrar o sobrenome dele, mas estou com uma linda propaganda publicada no diário O Globo, aonde aparecem os nomes de ilustres membros da chapa azul, e no espaço para presidente só consta Eduardo) não tem a menor expressão para ser um estadista que represente um clube como o Flamengo diante do mundo empresarial e de toda a grande mídia.
Nós conhecemos a história de todos os grandes clubes e sabemos que todos os grupos se dissolvem, em pouco tempo, em função de vaidades e discórdias provenientes da impossibilidade de atendimento dos inúmeros pedidos que acontecerão diariamente.

O Jorge Rodrigues é uma pessoa muito importante para o Flamengo. Ele tem que ter um lugar de destaque na diretoria do clube, mas não como presidente.
Quando ele foi dirigente do nosso futebol ficou conhecido por adorar levar nossos ídolos para famosas baladas e dividir com nossos atletas lindas mulheres.
Uma pessoa do bem. Temos que tê-lo ao nosso lado. Flamenguista de coração, lidera um grupo que é dissidente da gestão Patrícia Amorim e só é oposição por questões pessoais.

A Patrícia Amorim é a candidata natural. Ela recuperou o clube e recuperou o departamento de futebol. Os atletas voltaram a ter vínculo com o Flamengo. A base voltou a ser do Flamengo. Com isso, contrariou muitos interesses de empresários poderosos e a grande mídia se voltou contra ela.
Comandou o clube com muita competência, mas foi vítima de muitas fatalidades no futebol profissional, como casos do goleiro Bruno e da saída do Ronaldinho Gaúcho. Cometeu erros graves na área do futebol e na área da comunicação. Mesmo assim, gerou uma base sólida para o clube brilhar no próximo triênio. Profissionalizou o Flamengo em todos os seus setores.